domingo, 18 de julho de 2010

Preto no branco

Certa vez, me perguntaram porque eu escrevo. Muda de confusão, tentei balbuciar um "sei lá" ou um "não sei". Agora, posso lhe responder:
Escrevo não porque eu gosto, ou porque o tédio a muito tempo já me consumiu. Nem porque eu sou boa ou porque as coisas fazem mais sentido quando estão lá, preto no branco. Sinceramente, não é isso. Escrevo porque preciso, mesmo quando não quero, porque a algo de extraordinário em a ponta do lápis roçar o papel branco, criando personagens, qualidades, defeitos, vilões e bonzinho; porque me faz bem. As coisas não ficam mais claras porque eu escrevo, ou mais bonitas, não mesmo, elas são exatamente como são só que estão pra sempre lá. Escrevo porque eternizo palavras, histórias.

domingo, 27 de junho de 2010

Piadinha Idiota

-Batman, porque você trancou o carro?
-É porque eu tenho medo que robin.

Sério, quando eu vi isso, comecei a rir demais HUAHAU.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Feriadão

O feriadões são sempre iguais. Começa com um "Vou dormir até tarde, mas também vou revisar uma matéria" e todas essas ilusões. No primeiro dia, você fica até tarde no computador e acaba acordando as oito da manhã. Passa o resto do dia comendo, vendo televisão e usando o computador. O segundo é o pior: você dorme cedo e acorda mais cedo ainda. Fica o dia todo desejando fazer algo de útil, mas não desgrudando da televisão (ou computador). No terceiro, você lê livros ou algo do gênero, pois já decorou os cinco episódios de Chaves que o SBT continua a exibir; ocasionalmente, você saí nesse dia. No quarto, você vai no cinema ou vê filmes. É normalmente nesse dia que você nota como está atolado de dever de casa, trabalhos e datas de provas e começa a fazê-los loucamente.
Se não é essa chatisse monótona, é porque você ficou doente. E, então, seu feriado se resumirá em: filminhos, sopinhas, chásinhos e pipoquinhas.
Como está seu feriadão? Aliás, você teve um ou só um feriadinho em meio-de-semana?

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Surdo de mim

Ei, você é surdo? Não mesmo? Eu venho gritando todo meu amor e você parece simplesmente não escutar. Já lhe disse em todas as linguas que conheço, em todos os timbres e melodias que posso, mas você parece não entender. Será que minha voz é desconhecida a ti? Pois não deveria ser. Deveria ser um som tão gostoso que você jamais se cansaria de ouví-lo, como sua voz é para mim.
Ei, eu te amo. Ouviu? Não? Pois eu realmente te amo e posso demonstrar, é só você deixar. Cego de mim você não é, né?

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Don't kiss and tell

O beijo pode revelar muito. Ele vai dizer o que ela sente e o que ele sente, não dá para impedir. Mas no momento que essas caricias intímas são trocadas com outra não-eu torna-se o maior problema: ele vai contar tudo. O beijo pode sussurrar "estou carente" ou "eu te amo" e, como não sou eu, não sei qual será. Meu medo é que ela sussure "eu te amo" e ele, aos beijos, responder "eu também".
O beijo revela muito, até demais. E isso pode ser ótimo. Mas, lembre-se da posição em que você está: pode ser o pior veneno do mundo.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Reflexão

"A fome é a fome, mas a fome que se satisfaz com carne cozinhada, comida com faca e garfo, não é a mesma fome que come a carne crua, servindo-se das mãos, das unhas, dos dentes. Por conseguinte, a produção determina não só o objeto do consumo, mas também o modo do consumo, e não só de forma objetiva, mas subjetiva. Logo, a produção cria o consumidor." (Karl Marx)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Fairytales


"When I was a little girl I used to read fairy tales. In fairy tales you meet Prince Charming and he's everything you ever wanted. In fairy tales the bad guy is very easy to spot. The bad guy is always wearing a black cape so you always know who he is. Then you grow up and you realize that Prince Charming is not as easy to find as you thought. You realize the bad guy is not wearing black cape and he's not easy to spot; he's really funny, and he makes you laught, and he has the perfect hair." - Taylor Swift

sábado, 8 de maio de 2010

Garota invisível

Ela se perdeu no seu próprio mundo de possibilidades e isso a faz sentir-se perdida, confusa. Ela não sabe viver feliz, pois se acostumou com a miséria. Aliás, ela se acostuma muito fácil: esse é seu maio defeito. Ela trocou seus sonhos pelos de outra pessoa, apenas para agradar. Ela tenta fazer todos felizes mesmo quando está triste. Ela magoou tanta gente que não dá mais para contar. Mas ela está longe de ser odiada: é neutra. Sua invisibilidade a protege do odio e do amor. Ela passou por corredores lotados e ninguém a viu; porque veria? Ela não pode chorar pois decidiu ser assim: ela busca aperfeiçoar-se. Seus sorrisos às vezes mostram-se cínicos, mas falsa ela não é. Ela é uma bela obra de arte jamais apreciada então torna-se ridícula. Ela se achou num mundo lotado demais, mas ninguém se importa com ela - afinal, ela é só mais uma garota invisível.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

domingo, 2 de maio de 2010

God and the doctor we like adore
But only when in danger, not before (John Owen)

Music

A música é a invenção mais magnífica e mais duradoura do ser humano. Ela é senhora do silêncio barulhento, das lágrimas repetidas. Sem música, enlouqueceriamos. Nos perderiamos num silêncio constrangedor, repleto de "hums" e "hãs", e jamais voltariamos para o Maravilhoso Mundo da Clave de Sol ou o da Clave de Fá.
Sem música não há como extravasar os sentimentos extravagantes. Não há felicidade na tristeza; ou uma melancolia piegas. Nem tudo dentro do nada. E, principalmente: sem música, não há amor.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Made in USA

Hoje eu estava vendo minhas séries, como sempre. A minha preferida é Supernatural - aquela sobre os irmãos Sam e Dean que caçam coisas "sobrenaturais" por todo Estados Unidos -, e eu acompanho via internet, seguindo os EUA. Uma que eu to vendo atualmente (comecei essa semana), que eu tinha muito preconceito, é Glee - o "musical" cheio de clichés com músicas ala TVZ -, que é bem legal. Enfim, eu as estava assistindo e notei como eu sou totalmente "USAlificada" porque eu passo 80% do meu tempo escutando musicas em inglês, vendo "enlatados", assistindo filmes americanos ou lendo livros traduzidos, e apenas 10% lendo livros, vendo filmes, escutando músicas ou seriados (se é que tem) brasileiros. Quer dizer, nem noveleira eu sou.
Eu to sempre defendendo o orgulho que temos que ter por nossa pátria, dando motivos para termos, mas não executando isso. Não sou daquele tipo que diz "Se eu morasse nos EUA..." ou "Se o Brasil fosse como os EUA...", mas eu também não presto muito a atenção nos "Made in Brazil" (nota: eu não digo nem feitos no Brasil). Eu fiquei bem triste comigo mesma nessa colocação, então eu baixei várias musicas do Caetano Veloso e to curtindo elas no volume máximo HAUHAUA.
Acho que essa "californicação" (RHCP pra vida) é normal para adolescentes, mas - vamos lá, gente - se não tivermos orgulho do nosso país, quem vai ter?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ele é

Ele é podre. Ele é chato. Ele é idiota. Ele é indeciso. Ele é péssimo em esportes. Ele é péssimo em literatura. E também em português. Em redação, nem se fala. E, sabe de uma coisa?, eu acho que amo ele.